OUTDOORS COLOCADOS NA ENTRADA DA CIDADE DE SALINAS, MINAS GERAIS, A "CAPITAL BRASILEIRA DA CACHAÇA"
TG 163 – Turma/1962 -V Lélio Cesar 12/05/2002
O estande de tiro do TG 163 foi pródigo em aprontos e confusões com a turma de 1962 como o episódio em que o parceiro Juca inadvertidamente jogou estrume de vaca no rosto do sargento, episódio que será narrado no próximo capítulo. É importante destacar que esta matéria – estrume - além de possuir propriedades que fazem dela excelente adubo para fazer vicejar verduras e plantas em geral, revelou-se também matéria prima de primeira para provocar encrencas. O caso é que não havia como colocar todos os 180 recrutas praticando exercícios de tiro de uma só vez. Enquanto oito ou dez atiravam e outro tanto ajudava os sargentos na tarefa de arrumar os alvos, controlar os tiros e fazer as anotações necessárias, os demais, em número aproximado de 160, ficavam sem função, soltos, e isto resultava em grandes aprontos. As guerras com estrume eram permanentes e às vezes até frutos serviam como armas.
Um estande de tiro de TG moderno e atual.
Dois episódios muito engraçados merecem registro neste espaço, mas antes de contá-los faço um parêntesis para pedir desculpas aos parceiros por estar revelando experiências pessoais, mas são elas que estão mais vivas na memória. Afinal, lá se vão mais de 40 anos.
Pavio curto O atirador 90, José Augusto Viegas, de saudosa memória, era o típico “pavio curto” e a turma sentia grande prazer em provocá-lo para ver a reação, quase sempre espalhafatosa: “Vai empurrar a mãe, fdp”, era sua reação ao primeiro esbarrão, seguida de impropérios de todo tipo. Naquela manhã fria travava-se mais uma batalha campal com. Alguns recrutas alheios à guerra formaram um grupo de piadas ao lado da casa de alvos. Sentaram-se em círculo e no centro da roda estava o Atirador 90 - Viegas, deitado de barriga para cima. Uma explicação é necessária neste ponto da narrativa: bois e vacas costumam se aliviar parados e deixam no chão um bolo de estrume em formato redondo e chato, feito um disco voador ou pizza. O sol vai secando a massa lentamente de cima para baixo, mas a parte inferior permanece úmida e mole. Foi um desses que eu peguei, suculento como uma pizza grande de massa grossa e bem recheada. A idéia era espalhar a roda de recrutas atirando o bolo no meio dela, mas para isto teria de fazer um arremesso certeiro. Coloquei-me então no lado oposto ao grupo, em local acobertado pela casa de alvos. Calculei bem a distância e atirei a pizza de estrume por cima da casa. Enquanto o projétil fazia sua trajetória, corri dando a volta na casa para ver o resultado.
Parceiro, nem te conto. Cheguei no momento exato em que o atirador 90, José Augusto Viegas punha-se de pé num salto e colérico como um possuído pôs-se a gritar correndo em círculos: “fdp, vai jogar bosta de vaca na cara da mãe, fdp, se eu pego o fdp que fez isto, eu mato” e outros impropérios impublicáveis.
O arremesso fora preciso, a pizza de estrume acertou em cheio o seu rosto e sua gritaria provocou o caos, uma confusão divina. Quem não assistiu a cena, incluindo os sargentos, procurava saber o que havia se passado, mas ninguém conseguia explicar nada e durante muito tempo o lance rendeu boas gargalhadas.
Mamão maduro Em outra ocasião o protagonista foi o Itar Ogawa, outro grande companheiro. Ele se preparava para saborear um mamão maduro que acabara de colher quando o acertei com um chumaço de estrume seco. Sem pensar duas vezes, Itar correu atrás de mim decidido a revidar o ataque com uma mamãozada. Para tentar escapar da ameaça, cruzei correndo a área de tiros onde um dos sargentos estava à frente de uma mesa fazendo o controle. Nesse momento Itar arremessou o mamão maduro, eu me abaixei e a fruta explodiu em cima da mesa espalhando pedaços para todo lado. O rosto do sargento ficou salpicado de caroços e pedaços de mamão, deixando-o possesso de raiva. Para não levar castigo mais duro, Itar teve de se humilhar e sujeitou-se a limpar a lambança com a língua. O sargento obrigou-o a lamber a mesa e os papéis onde anotava a performance dos tiros.
Felizmente a arma desta vez foi um inocente mamão e não o costumeiro estrume de vaca. A humilhação foi grande, mas pelo menos Itar Ogawa escapou de pegar uma suspensão ou até ser expulso do TG. Como complemento ao castigo, nós dois ganhamos uma semana inteirinha de faxina e alguns turnos extras de guarda na sede do TG. Quer saber, parceiro? Valeu a pena, porque não há dinheiro que pague uma boa cena de humor.
O estande de tiro do TG 163 foi pródigo em aprontos e confusões com a turma de 1962 como o episódio em que o parceiro Juca inadvertidamente jogou estrume de vaca no rosto do sargento, episódio que será narrado no próximo capítulo. É importante destacar que esta matéria – estrume - além de possuir propriedades que fazem dela excelente adubo para fazer vicejar verduras e plantas em geral, revelou-se também matéria prima de primeira para provocar encrencas. O caso é que não havia como colocar todos os 180 recrutas praticando exercícios de tiro de uma só vez. Enquanto oito ou dez atiravam e outro tanto ajudava os sargentos na tarefa de arrumar os alvos, controlar os tiros e fazer as anotações necessárias, os demais, em número aproximado de 160, ficavam sem função, soltos, e isto resultava em grandes aprontos. As guerras com estrume eram permanentes e às vezes até frutos serviam como armas.
Um estande de tiro de TG moderno e atual.
Dois episódios muito engraçados merecem registro neste espaço, mas antes de contá-los faço um parêntesis para pedir desculpas aos parceiros por estar revelando experiências pessoais, mas são elas que estão mais vivas na memória. Afinal, lá se vão mais de 40 anos.
Pavio curto O atirador 90, José Augusto Viegas, de saudosa memória, era o típico “pavio curto” e a turma sentia grande prazer em provocá-lo para ver a reação, quase sempre espalhafatosa: “Vai empurrar a mãe, fdp”, era sua reação ao primeiro esbarrão, seguida de impropérios de todo tipo. Naquela manhã fria travava-se mais uma batalha campal com. Alguns recrutas alheios à guerra formaram um grupo de piadas ao lado da casa de alvos. Sentaram-se em círculo e no centro da roda estava o Atirador 90 - Viegas, deitado de barriga para cima. Uma explicação é necessária neste ponto da narrativa: bois e vacas costumam se aliviar parados e deixam no chão um bolo de estrume em formato redondo e chato, feito um disco voador ou pizza. O sol vai secando a massa lentamente de cima para baixo, mas a parte inferior permanece úmida e mole. Foi um desses que eu peguei, suculento como uma pizza grande de massa grossa e bem recheada. A idéia era espalhar a roda de recrutas atirando o bolo no meio dela, mas para isto teria de fazer um arremesso certeiro. Coloquei-me então no lado oposto ao grupo, em local acobertado pela casa de alvos. Calculei bem a distância e atirei a pizza de estrume por cima da casa. Enquanto o projétil fazia sua trajetória, corri dando a volta na casa para ver o resultado.
Parceiro, nem te conto. Cheguei no momento exato em que o atirador 90, José Augusto Viegas punha-se de pé num salto e colérico como um possuído pôs-se a gritar correndo em círculos: “fdp, vai jogar bosta de vaca na cara da mãe, fdp, se eu pego o fdp que fez isto, eu mato” e outros impropérios impublicáveis.
O arremesso fora preciso, a pizza de estrume acertou em cheio o seu rosto e sua gritaria provocou o caos, uma confusão divina. Quem não assistiu a cena, incluindo os sargentos, procurava saber o que havia se passado, mas ninguém conseguia explicar nada e durante muito tempo o lance rendeu boas gargalhadas.
Mamão maduro Em outra ocasião o protagonista foi o Itar Ogawa, outro grande companheiro. Ele se preparava para saborear um mamão maduro que acabara de colher quando o acertei com um chumaço de estrume seco. Sem pensar duas vezes, Itar correu atrás de mim decidido a revidar o ataque com uma mamãozada. Para tentar escapar da ameaça, cruzei correndo a área de tiros onde um dos sargentos estava à frente de uma mesa fazendo o controle. Nesse momento Itar arremessou o mamão maduro, eu me abaixei e a fruta explodiu em cima da mesa espalhando pedaços para todo lado. O rosto do sargento ficou salpicado de caroços e pedaços de mamão, deixando-o possesso de raiva. Para não levar castigo mais duro, Itar teve de se humilhar e sujeitou-se a limpar a lambança com a língua. O sargento obrigou-o a lamber a mesa e os papéis onde anotava a performance dos tiros.
Felizmente a arma desta vez foi um inocente mamão e não o costumeiro estrume de vaca. A humilhação foi grande, mas pelo menos Itar Ogawa escapou de pegar uma suspensão ou até ser expulso do TG. Como complemento ao castigo, nós dois ganhamos uma semana inteirinha de faxina e alguns turnos extras de guarda na sede do TG. Quer saber, parceiro? Valeu a pena, porque não há dinheiro que pague uma boa cena de humor.
Primeiro ministro chinês começa passagem da tocha paraolímpica (Das agências internacionais em Pequim (CHN)) Após o fim dos Jogos Olímpicos, já foi dado início ao revezamento da tocha das Paraolimpíadas, que terão início no próximo dia 6, com a cerimônia de abertura da competição, em Pequim. O responsável por inaugurar o tradicional percurso da chama na China foi o primeiro ministro chinês Wen Jiabao. O evento foi realizado no Templo do Céu, no sul da capital chinesa, homologando o ato realizado em março deste ano, na Grécia, que resultará na chegada ao estádio Ninho de Pássaro, na abertura dos Jogos. Várias pessoas participaram da cerimônia, sendo que o atleta paraolímpico chinês Jiang Xintian, surdo-mudo, foi responsável por acender a chama, com o auxílio de um espelho côncavo. Depois o símbolo foi passado ao primeiro ministro, que declarou o início do revezamento. A tocha passará por diversas regiões chinesas antes de voltar à capital, como Xian, a antiga capital imperial, e Shenzhen, maior centro industrial do país. Também estiveram presentes no evento o presidente do Comitê Paraolímpico Internacional, Phil Craven, e o presidente da Federação Chinesa de Deficientes, Deng Pufang. Primeiro ministro exibe a tocha dos Jogos Paraolímpicos, em ato realizado na China
Performance em Pequim antecede o acendimento da pira olímpica marcando o início dos Jogos Paraolímpicos A 13ª edição dos Jogos Paraolímpicos em Pequim, deverá reunir cerca de 4 mil atletas, provenientes de 150 países dos cinco continentes. Desde os Jogos Olímpicos de Seul, em 88, a Parolimpíada é realizada logo em seguida aos Jogos Olímpicos. Os atletas utilizam a mesma estrutura de competições e Vila Olímpica. Mais de 44 mil voluntários ajudarão durante os Jogos Paraolímpicos, que acontecem de 6 a 17 de setembro, segundo informaram os organizadores. Cerca de 90% deles já colaboraram com a organização durante os Jogos Olímpicos e são procedentes de 27 países e regiões, informou Liu Jian, diretor do departamento de voluntários do Comitê Organizador dos Jogos (Bocog).
Jogos Paraolímpicos Fu Niu Lele - Mascote dos Jogos paraolímpicos de Pequim 2008 História dos Jogos Paraolímpicos (Paraolimpíada) Os Jogos Paraolímpicos são o equivalente aos Jogos Olímpicos, com provas restritas a atletas com deficiências físicas, visuais ou mentais. A partir de 2000, porém, os deficientes mentais foram excluídos dos jogos. O neurologista Sir Ludwig "Poppa" Guttmann é considerado o pai dos Jogos Paraolímpicos. Guttmann nasceu na cidade de Toszek na Alemanha (atualmente pertence a Polônia). Para escapar da perseguição aos judeus, fugiu para a Inglaterra em 1944. Quatro anos depois começou a realizar competições com veteranos da II Guerra Mundial com lesões na medula. O sucesso da competição fez levar a realização de uma competição mundial nos mesmos moldes das Olimpíadas. Em 1960 foram realizados a primeira versão dos Jogos Paraolímpicos em Roma e em 1976 dos Jogos Paraolímpicos de Inverno em Örnsköldsvik, Suécia. A partir de 19 de Junho de 2001, foi assinado um acordo entre o Comité Olímpico Internacional e o Comité Paralímpico Internacional que determina que os Jogos Paraolímpicos serão realizados em paralelo com os Jogos Olímpicos. Os últimos Jogos Paraolímpicos foram os IX Jogos Paraolímpicos de Inverno, realizados em Turim, na Itália, entre 10 de Março e 19 de Março de 2006. Os XIII Jogos Paraolímpicos de Verão serão realizados em Pequim de 6 a 17 de setembro. A abertura está marcada para o dia 6 de setembro.
As modalidades em disputa, em númerom de 19, serão as seguintes:
Arco e Flecha, Atletismo, Basquete em cadeira de rodas, Bocha, Ciclismo, Esgrima, Futebol de 5, Futebol de 7, Goalball, Supino, Equitação, Judo, Natação, Rugby, Tênis de mesa, Tênis em cadeira de rodas, Tiro, Vela, Vôlei.
Performance em Pequim antecede o acendimento da pira olímpica marcando o início dos Jogos Paraolímpicos A 13ª edição dos Jogos Paraolímpicos em Pequim, deverá reunir cerca de 4 mil atletas, provenientes de 150 países dos cinco continentes. Desde os Jogos Olímpicos de Seul, em 88, a Parolimpíada é realizada logo em seguida aos Jogos Olímpicos. Os atletas utilizam a mesma estrutura de competições e Vila Olímpica. Mais de 44 mil voluntários ajudarão durante os Jogos Paraolímpicos, que acontecem de 6 a 17 de setembro, segundo informaram os organizadores. Cerca de 90% deles já colaboraram com a organização durante os Jogos Olímpicos e são procedentes de 27 países e regiões, informou Liu Jian, diretor do departamento de voluntários do Comitê Organizador dos Jogos (Bocog).
Jogos Paraolímpicos Fu Niu Lele - Mascote dos Jogos paraolímpicos de Pequim 2008 História dos Jogos Paraolímpicos (Paraolimpíada) Os Jogos Paraolímpicos são o equivalente aos Jogos Olímpicos, com provas restritas a atletas com deficiências físicas, visuais ou mentais. A partir de 2000, porém, os deficientes mentais foram excluídos dos jogos. O neurologista Sir Ludwig "Poppa" Guttmann é considerado o pai dos Jogos Paraolímpicos. Guttmann nasceu na cidade de Toszek na Alemanha (atualmente pertence a Polônia). Para escapar da perseguição aos judeus, fugiu para a Inglaterra em 1944. Quatro anos depois começou a realizar competições com veteranos da II Guerra Mundial com lesões na medula. O sucesso da competição fez levar a realização de uma competição mundial nos mesmos moldes das Olimpíadas. Em 1960 foram realizados a primeira versão dos Jogos Paraolímpicos em Roma e em 1976 dos Jogos Paraolímpicos de Inverno em Örnsköldsvik, Suécia. A partir de 19 de Junho de 2001, foi assinado um acordo entre o Comité Olímpico Internacional e o Comité Paralímpico Internacional que determina que os Jogos Paraolímpicos serão realizados em paralelo com os Jogos Olímpicos. Os últimos Jogos Paraolímpicos foram os IX Jogos Paraolímpicos de Inverno, realizados em Turim, na Itália, entre 10 de Março e 19 de Março de 2006. Os XIII Jogos Paraolímpicos de Verão serão realizados em Pequim de 6 a 17 de setembro. A abertura está marcada para o dia 6 de setembro.
As modalidades em disputa, em númerom de 19, serão as seguintes:
Arco e Flecha, Atletismo, Basquete em cadeira de rodas, Bocha, Ciclismo, Esgrima, Futebol de 5, Futebol de 7, Goalball, Supino, Equitação, Judo, Natação, Rugby, Tênis de mesa, Tênis em cadeira de rodas, Tiro, Vela, Vôlei.
CULTURA (in) ÚTIL
Ford Model T Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Henry Ford (Springwells, 30 de Julho de 1863 — Dearborn, 7 de Abril de 1947) foi um empreendedor estadunidense, fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir em massa automóveis em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria norte-americanos. Ford foi um inventor prolífico e registrou 161 patentes nos EUA. Como único dono da Ford Company, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo. Ford Modelo T, conhecido no Brasil como Ford de Bigode, foi o produto da fábrica norte-americana que popularizou o automóvel e revolucionou a indústria automobilística, tanto que foi escolhido como o Carro do Século XX. Vigésimo projeto da marca, a partir de 1903, foi produzido por 19 anos entre os anos de 1908 e 1927. O Ford Model T foi apresentado no dia 1 de outubro de 1908. Ele tinha muitas inovações importantes, como o volante no lado esquerdo, o que foi logo copiado por todas as outras companhias. O motor e o câmbio eram totalmente fechados. Os 4 cilindros eram fundidos em um bloco sólido, e a suspensão usava duas molas semi-elípticas. O carro era muito simples de se dirigir e, o mais importante, sua manutenção era barata. O veículo era tão barato em 1908, custando US$ 825,00 (o preço caía todo ano) que na década de 1920 a maioria dos motoristas norte-americanos aprenderam a dirigir o Modelo T, o que deixou boas memórias para milhões de pessoas. Ford criou um sólido sistema de publicidade Detroit para garantir que cada jornal transmitisse notícias e anúncios sobre o novo produto. A rede de concessionários locais de Ford tornou o carro onipresente em praticamente todas as cidades da América do Norte. Como revendedores independentes, as franquias enriqueceram e fizeram a propaganda não apenas de Ford, mas também do próprio conceito de automobilismo; clubes locais de automóveis surgiram para ajudar novos motoristas e para explorar o campo. Ford foi sempre ávido para vender aos fazendeiros, que viram no veículo um dispositivo comercial ajudar em seus negócios. As vendas subiram rapidamente - vários anos tiveram 100% de lucros em relação ao ano anterior. Linha de montagem em 1913 - uma revolução na indústria automobilística.
Sempre na busca de maior eficiência e menores custos, em 1913 Ford introduziu a montagem em esteiras em movimento nas suas instalações, o que permitiu um enorme aumento da produção. Embora seja atribuído a Henry Ford o invento, fontes contemporâneas indicam que o conceito e sua evolução vieram dos funcionários Clarence Avery, Peter E. Martin, Charles E. Sorensen, e C. H. Wills. As vendas ultrapassaram 250.000 unidades em 1914. Por volta de 1916, tendo o preço baixado para US$360,00 para os carros de passeio básicos, as vendas atingiram 472.000 unidades.
Um modelo de Ford T raro e inteiro: não é preto.
Por volta de 1918, metade dos carros na América do Norte eram Modelos T. A alta produção conseguida por Ford tem como característica marcante a escolha de uma única cor de veículo, que era preta. Desta forma, ele conseguia montar os veículos sem ter que diferenciar o processo de pintura. Existe uma frase famosa que Ford escreveu em sua autobiografia sobre a escolha da cor do veículo: "O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto". Antes do desenvolvimento da linha de montagem, que exigia a cor preta por sua secagem mais rápida, o Modelo T era disponível em outras cores, incluindo o vermelho. Esse esquema era veementemente defendido por Henry Ford, e a produção continuou até 1927; a produção final total foi de 15.007.034 unidades.
Ford Modelo T - ainda em atividade no Século XXI
Ford Model T Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Henry Ford (Springwells, 30 de Julho de 1863 — Dearborn, 7 de Abril de 1947) foi um empreendedor estadunidense, fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir em massa automóveis em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria norte-americanos. Ford foi um inventor prolífico e registrou 161 patentes nos EUA. Como único dono da Ford Company, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo. Ford Modelo T, conhecido no Brasil como Ford de Bigode, foi o produto da fábrica norte-americana que popularizou o automóvel e revolucionou a indústria automobilística, tanto que foi escolhido como o Carro do Século XX. Vigésimo projeto da marca, a partir de 1903, foi produzido por 19 anos entre os anos de 1908 e 1927. O Ford Model T foi apresentado no dia 1 de outubro de 1908. Ele tinha muitas inovações importantes, como o volante no lado esquerdo, o que foi logo copiado por todas as outras companhias. O motor e o câmbio eram totalmente fechados. Os 4 cilindros eram fundidos em um bloco sólido, e a suspensão usava duas molas semi-elípticas. O carro era muito simples de se dirigir e, o mais importante, sua manutenção era barata. O veículo era tão barato em 1908, custando US$ 825,00 (o preço caía todo ano) que na década de 1920 a maioria dos motoristas norte-americanos aprenderam a dirigir o Modelo T, o que deixou boas memórias para milhões de pessoas. Ford criou um sólido sistema de publicidade Detroit para garantir que cada jornal transmitisse notícias e anúncios sobre o novo produto. A rede de concessionários locais de Ford tornou o carro onipresente em praticamente todas as cidades da América do Norte. Como revendedores independentes, as franquias enriqueceram e fizeram a propaganda não apenas de Ford, mas também do próprio conceito de automobilismo; clubes locais de automóveis surgiram para ajudar novos motoristas e para explorar o campo. Ford foi sempre ávido para vender aos fazendeiros, que viram no veículo um dispositivo comercial ajudar em seus negócios. As vendas subiram rapidamente - vários anos tiveram 100% de lucros em relação ao ano anterior. Linha de montagem em 1913 - uma revolução na indústria automobilística.
Sempre na busca de maior eficiência e menores custos, em 1913 Ford introduziu a montagem em esteiras em movimento nas suas instalações, o que permitiu um enorme aumento da produção. Embora seja atribuído a Henry Ford o invento, fontes contemporâneas indicam que o conceito e sua evolução vieram dos funcionários Clarence Avery, Peter E. Martin, Charles E. Sorensen, e C. H. Wills. As vendas ultrapassaram 250.000 unidades em 1914. Por volta de 1916, tendo o preço baixado para US$360,00 para os carros de passeio básicos, as vendas atingiram 472.000 unidades.
Um modelo de Ford T raro e inteiro: não é preto.
Por volta de 1918, metade dos carros na América do Norte eram Modelos T. A alta produção conseguida por Ford tem como característica marcante a escolha de uma única cor de veículo, que era preta. Desta forma, ele conseguia montar os veículos sem ter que diferenciar o processo de pintura. Existe uma frase famosa que Ford escreveu em sua autobiografia sobre a escolha da cor do veículo: "O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto". Antes do desenvolvimento da linha de montagem, que exigia a cor preta por sua secagem mais rápida, o Modelo T era disponível em outras cores, incluindo o vermelho. Esse esquema era veementemente defendido por Henry Ford, e a produção continuou até 1927; a produção final total foi de 15.007.034 unidades.
Ford Modelo T - ainda em atividade no Século XXI
ESPORTE NO BRASIL
ESPORTE NO BRASIL Lélio Cesar[Photo] OLIMPÍADASComeçou em Pequim a maior Olimpíada da era moderna. Foi também a maior e mais a bela abertura de todas as olimpíadas realizadas até hojeQuando se diz assim é preciso não esquecer de guardar as devidas proporções. Cada época é uma época e cada olimpíada, uma olimpíada. Provavelmente daqui a quatro anos se dirá a mesma coisa: “a maior e mais bela abertura de todas as olimpíadas”.Por quê? Porque a evolução é permanente, os recursos técnicos são renovados a todo instante. E se renova também a capacidade do ser humano de criar e inovar. Em Pequim, a participação do ser humano parece ter superado o da tecnologia.O Brasil está presente mais uma vez com a sua maior delegação. Assim também acontece de quatro em quatro anos. Para cada Olimpíada, um número maior de atletas representa o país, mostrando que o esporte também está evoluindo no Brasil. Mas, podia ser melhor.ESPORTE, INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃOInfelizmente os governates brasileiros por décadas seguidas não conseguiram alcançar a dimensão da força do esporte e da educação como instrumentos para a evolução de um povo e a sua verdadeira independência, que somente se dá com a eliminação das grandes desigualdades sociais.Na década de 80 eu tive a oportunidade de atuar na área do esporte como dirigente, quando no Governo José Richa exerci por quatro anos o cargo de chefe da Coordenadoria de Esportes do Estado. Nesse cargo tentei colocar em prática uma filosofia que aprendi quando cursei Educação Física na Associação Cristã de Moços de São Paulo (ACM – YMCA): a de que não existe instrumento melhor de educação para a infância e a juventude do que o esporte.[Photo][Photo] O esporte assim utilizado é uma ferramenta insuperável para se formar cidadãos saudáveis, honestos, solidários, respeitadores da ética, do direito e da disciplina, úteis à sua[Photo] família e ao seu país. A ACM, em seus mais de 160 anos atuação em quase todos os países do mundo, utiliza este princípio com base de seu programa. Não é por acaso que algumas das mais populares modalidades esportivas que hoje contribuem para a formação de seres humanos e aproximação dos povos – basquetebol (1891), voleibol (1895) e futebol de salão (hoje futsal - 1956) - foram criadas pela ACM. Os dois primeiros, nos Estados Unidos, e o futsal, no Brasil. UMA TENTATIVAQuando se implantou no Brasil a Nova República, no final de ditadura militar, juntamente com a maioria dos dirigentes estaduais de esportes no Brasil tentamos implantar uma nova filosofia no esporte brasileiro para ser aplicada pelo poder público: o esporte sendo utilizado com instrumento de formação e educação (período de 1983 a 1986). Esta nova política promoveria a democratização do esporte e a sua massificação, ou seja, daria oportunidade ao grande contingente da população de baixa renda no Brasil, que é maioria, ter acesso às atividades esportivas que, desafortunadamente, ainda é privilégio de poucos. Através de programas bem elaborados, com forte conteúdo educativo e até profissionalizante, direcionado aos mais necessitados - democratização e massificação- utilizando-se principalmente as escolas, se tiraria a criança e o jovem das ruas, da violência e da delinqüência e em contrapartida teríamos um enorme contingente de praticantes de esportes no país. Da quantidade se pinçaria a qualidade, o talento esportivo, que seria direcionado aos clubes, ligas esportivas, federações e confederações, para seu aperfeiçoamento. Com apoio da iniciativa privada grandes talentos esportivos poderiam ser desenvolvidos e aprimorados para representar o país em qualquer nível. A médio e longo prazo o país teria condições de se ombrear no esporte aos países mais desenvolvidos do mundo.Lamentavelmente, no Brasil este é um pensamento utópico. Investir em criança e jovem pobre não dá voto. Trabalhar a longo prazo não dá voto imediato. Para as cabeças pequenas de nossos governantes, esporte é um estádio de futebol, um ginásio de esportes ou uma arquibancada de uma pista de fórmula repleta de torcedores. Na verdade, este é apenas uma de suas vertentes, a vertente do esporte-espetáculo. O esporte como um todo é muito mais que isto. O esporte-formação/educação são quadras escolares, ginásios municipais e particulares, praças públicas, pistas de atletismo e até mesmo ruas da periferia, repletas de crianças e jovens praticando esporte e lazer com orientação de professores e técnicos especializados em formação, primeiro de seres humanos, e depois em atletas.Esta é uma política que não dá votos em curto prazo, não coloca ninguém nas câmaras, nas prefeituras, no senado ou na presidência da república, mas a longo prazo, colocaria o Brasil ombro a ombro com as grandes potenciais mundiais.Posso dizer com orgulho que eu tentei fazer a minha parte. Quando deixei a Coordenadoria do Esporte do Estado, em 1986, eu e minha equipe de trabalho entregamos em pleno funcionamento aos nossos sucessores um dos maiores e mais bem sucedidos programas de esporte/educação já realizados no Brasil. O programa Polarização do Esporte – Pólos Esportivos possuía em março de 1987, 135 mil crianças matriculadas em 74 pólos esportivos espalhados em 54 municípios do Estado, e uma fila de mais de 120 municípios aguardando a implantação do programa. Só na modalidade de voleibol havia 35 mil crianças matriculadas. A maioria dos estados brasileiros, incluindo São Paulo que está sempre à frente dos outros, solicitou ao Paraná cópia do projeto para sua implantação. Não chegamos a passar o projeto, porque estávamos terminando a fase de laboratório e avaliação. Dois anos depois, com nova administração, o programa estava extinto.No Brasil é assim que acontece. De um governo para o outro, as boas idéias morrem e desaparecem, porque a vaidade e a necessidade de projeção e principalmente, de votos em curto prazo, falam mais alto.O Brasil é uma potência, ninguém contesta. Quando os homens que governam a nação descobrirem a força da educação e do esporte na formação de um povo, sairemos do subdesenvolvimento, eliminaremos as nossas desigualdades sociais e marcharemos lado a lado com as grandes potências. Utopia? Quem sabe? (As imagens da abertura das Olimpiadas estão a seguir, é só ir clicando para ver).
ESPORTE NO BRASIL Lélio Cesar[Photo] OLIMPÍADASComeçou em Pequim a maior Olimpíada da era moderna. Foi também a maior e mais a bela abertura de todas as olimpíadas realizadas até hojeQuando se diz assim é preciso não esquecer de guardar as devidas proporções. Cada época é uma época e cada olimpíada, uma olimpíada. Provavelmente daqui a quatro anos se dirá a mesma coisa: “a maior e mais bela abertura de todas as olimpíadas”.Por quê? Porque a evolução é permanente, os recursos técnicos são renovados a todo instante. E se renova também a capacidade do ser humano de criar e inovar. Em Pequim, a participação do ser humano parece ter superado o da tecnologia.O Brasil está presente mais uma vez com a sua maior delegação. Assim também acontece de quatro em quatro anos. Para cada Olimpíada, um número maior de atletas representa o país, mostrando que o esporte também está evoluindo no Brasil. Mas, podia ser melhor.ESPORTE, INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃOInfelizmente os governates brasileiros por décadas seguidas não conseguiram alcançar a dimensão da força do esporte e da educação como instrumentos para a evolução de um povo e a sua verdadeira independência, que somente se dá com a eliminação das grandes desigualdades sociais.Na década de 80 eu tive a oportunidade de atuar na área do esporte como dirigente, quando no Governo José Richa exerci por quatro anos o cargo de chefe da Coordenadoria de Esportes do Estado. Nesse cargo tentei colocar em prática uma filosofia que aprendi quando cursei Educação Física na Associação Cristã de Moços de São Paulo (ACM – YMCA): a de que não existe instrumento melhor de educação para a infância e a juventude do que o esporte.[Photo][Photo] O esporte assim utilizado é uma ferramenta insuperável para se formar cidadãos saudáveis, honestos, solidários, respeitadores da ética, do direito e da disciplina, úteis à sua[Photo] família e ao seu país. A ACM, em seus mais de 160 anos atuação em quase todos os países do mundo, utiliza este princípio com base de seu programa. Não é por acaso que algumas das mais populares modalidades esportivas que hoje contribuem para a formação de seres humanos e aproximação dos povos – basquetebol (1891), voleibol (1895) e futebol de salão (hoje futsal - 1956) - foram criadas pela ACM. Os dois primeiros, nos Estados Unidos, e o futsal, no Brasil. UMA TENTATIVAQuando se implantou no Brasil a Nova República, no final de ditadura militar, juntamente com a maioria dos dirigentes estaduais de esportes no Brasil tentamos implantar uma nova filosofia no esporte brasileiro para ser aplicada pelo poder público: o esporte sendo utilizado com instrumento de formação e educação (período de 1983 a 1986). Esta nova política promoveria a democratização do esporte e a sua massificação, ou seja, daria oportunidade ao grande contingente da população de baixa renda no Brasil, que é maioria, ter acesso às atividades esportivas que, desafortunadamente, ainda é privilégio de poucos. Através de programas bem elaborados, com forte conteúdo educativo e até profissionalizante, direcionado aos mais necessitados - democratização e massificação- utilizando-se principalmente as escolas, se tiraria a criança e o jovem das ruas, da violência e da delinqüência e em contrapartida teríamos um enorme contingente de praticantes de esportes no país. Da quantidade se pinçaria a qualidade, o talento esportivo, que seria direcionado aos clubes, ligas esportivas, federações e confederações, para seu aperfeiçoamento. Com apoio da iniciativa privada grandes talentos esportivos poderiam ser desenvolvidos e aprimorados para representar o país em qualquer nível. A médio e longo prazo o país teria condições de se ombrear no esporte aos países mais desenvolvidos do mundo.Lamentavelmente, no Brasil este é um pensamento utópico. Investir em criança e jovem pobre não dá voto. Trabalhar a longo prazo não dá voto imediato. Para as cabeças pequenas de nossos governantes, esporte é um estádio de futebol, um ginásio de esportes ou uma arquibancada de uma pista de fórmula repleta de torcedores. Na verdade, este é apenas uma de suas vertentes, a vertente do esporte-espetáculo. O esporte como um todo é muito mais que isto. O esporte-formação/educação são quadras escolares, ginásios municipais e particulares, praças públicas, pistas de atletismo e até mesmo ruas da periferia, repletas de crianças e jovens praticando esporte e lazer com orientação de professores e técnicos especializados em formação, primeiro de seres humanos, e depois em atletas.Esta é uma política que não dá votos em curto prazo, não coloca ninguém nas câmaras, nas prefeituras, no senado ou na presidência da república, mas a longo prazo, colocaria o Brasil ombro a ombro com as grandes potenciais mundiais.Posso dizer com orgulho que eu tentei fazer a minha parte. Quando deixei a Coordenadoria do Esporte do Estado, em 1986, eu e minha equipe de trabalho entregamos em pleno funcionamento aos nossos sucessores um dos maiores e mais bem sucedidos programas de esporte/educação já realizados no Brasil. O programa Polarização do Esporte – Pólos Esportivos possuía em março de 1987, 135 mil crianças matriculadas em 74 pólos esportivos espalhados em 54 municípios do Estado, e uma fila de mais de 120 municípios aguardando a implantação do programa. Só na modalidade de voleibol havia 35 mil crianças matriculadas. A maioria dos estados brasileiros, incluindo São Paulo que está sempre à frente dos outros, solicitou ao Paraná cópia do projeto para sua implantação. Não chegamos a passar o projeto, porque estávamos terminando a fase de laboratório e avaliação. Dois anos depois, com nova administração, o programa estava extinto.No Brasil é assim que acontece. De um governo para o outro, as boas idéias morrem e desaparecem, porque a vaidade e a necessidade de projeção e principalmente, de votos em curto prazo, falam mais alto.O Brasil é uma potência, ninguém contesta. Quando os homens que governam a nação descobrirem a força da educação e do esporte na formação de um povo, sairemos do subdesenvolvimento, eliminaremos as nossas desigualdades sociais e marcharemos lado a lado com as grandes potências. Utopia? Quem sabe? (As imagens da abertura das Olimpiadas estão a seguir, é só ir clicando para ver).
ALEGRIA E EMOÇÃO NA FESTA DOS BOLEIROS
“Tudo que é bom, dura pouco!”Foi assim o II Encontro de Boleiros de Londrina na última quinta-feira. Uma repetição dos anos anteriores, com mais gente presente – perto de 300 participantes – e o tempero da alegria e da emoção do reencontro. Gente vinda de todo canto – Massami de SP, Ditinho de Curitiba, parceiros vindos do Mato Grosso, Santa Catarina, RS e por aí afora.
Miguel Ramos era o maestro, mais alegre que pinto no lixo, com a família toda trabalhando, a mulher Dagmar, os filhos Rafael e Felipe e Andréia, + primos, genro e agregados, todos cuidando da organização e do Departamento Hidráulico.
Luiz Petrin, com a competência de sempre, mandando e desmandando na churrasqueira e no Gastronômico. Na hora de servir o rango, mesmo com tanta gente nas filas, nada de atropelos, muita ordem e rapidez.
Lá no fundo alegrando o ambiente, a música do Amós ao violão e um parceiro novo que ele arrumou pra fazer o sertanejo, o Benedito – Dito para os chegados. No atabaque, Camargo mostrando que se no passado era bom de bola, agora é bom de Timba. Aí chegou o Pinheiro da Gaita e a coisa então ficou completa. Pra ajudar no vocal ainda tinha o Hermes, irmão do Amós, e o Paulinho com um novo Teclado de Sopro, porque afinal, carregar um piano não é fácil, né?
Este escriba, como sempre, fez as vezes de Mestre de Cerimônias. Depois da homenagem sempre carregada de emoção aos parceiros do andar de cima, quando li a oração de Santo Agostinho “A Morte não é nada”, Amós cantou a música Amigo, de Milton Nascimento e todos se deram as mãos para a oração do Pai Nosso. Daí para frente, comida, cerveja, música e descontração e muita prosa.
Tudo isso deixou no ar um clima de “quero mais” e a observação geral: “Este é um encontro para durar mais de cem anos”.
Quem estará lá para ver, hein?
Então, vamos ver algumas fotos que dizem mais que palavras:
Então, vamos ver algumas fotos que dizem mais que palavras:
Boa parte dos participantes do XII Encontro de Boleiros aparece na foto oficial.
Amós (Violão), Pinheiro (Gaita) e Camargo (Atabaque) bateram uma bola redondinha.
O Cuitelinho (Amós e Lélio)
"A tua saudade corta como um aço de navalha,
O coração fica aflito, bate uma, a outra falha,
Os olhos se enchem d'água, e até a vista se atrapalha"

O ponta direita é o Limpa-Trilho (Otavio Gianelli), o da direita é o Tesourinha (Arestides dos Santos. Somando com o resto do time, são mais de 1.000 horas só de minuto de seilêncio.
Conta a lenda que quando Noé foi fechar a arca depois de recolher o último animal, deu mais uma olhada no horizonte e lá estava o Tamarana. Noé então tertia gritado: "Corra Tamarana, entre na arca antes que comece o Dilúvio senão a Terra vai ficar sem futebol".
Uma vez craque, sempre craque.
Velos tempos, belos dias
Hoje vou abrir o baú do tempo e lembrar algumas coisas que vivi nos anos 60, os incríveis Anos Dourados tão bem retratados na música "Velhos Tempos, Belos Dias", que o parceiro pode ver e ouvir com Roberto Carlos e a turma da Jovem Guarda, dando um clique lá embaixo, conforme indicação. Guardo lembranças bem vivas do tempo em que morei em São Paulo de 1965 a 1967. Cheguei à Capital Paulista no dia 1º de abril de 1965, e voltei para Londrina no dia 23 de dezembro de 1967. Morei um ano na ACM - Associação Cristã de Moços, na Rua Nestor Pestana nº 147, onde trabalhei e fiz o curso de Executivo da ACM com três anos de duração, complementado em 1968 com um estágio prático em Belo Horizonte.
1965 foi um ano de grandes experiências. Depois, deixei o quarto da ACM juntamente com meu parceiro corinthianoi Audorivaldo Leite para morar, por outros três meses, num "muquifo" localizado na famosa Rua Maria Antonia, em frente ao Mackenzie. Ali estava o olho da efervescência estudantil dos primeiros anos da ditadura militar (a Maria Antonia e a Consolação foram as últimas ruas por onde circulou o bonde em São Paulo). Dali guardo também poucas, mas boas recordações. Nos últimos dois anos morei na Pensão da Nanci, a Dona Nança, localizado no centro da esfuziante "Boca do Lixo", na Rua Barão de Limeira esquina com General Ozório. Ali sim, a jurupoca piou pra valer. O prédio era o já decadente Palacete Cesar Rudge, construido à época dos barões do café, com uma impressionante escadaria de mármore importado de Carrara, Itália, e lustres maravilhosos. Ficava próximo à famosa esquina da Ipiranga com a São João, cantada por Caetano Veloso. Na Pensão da Nança morei inicialmente com o parceiro Leite e batizamos nosso mocó de "Solar dos Justos", o que não fazia muito sentido, pois "solar" é residência de nobres e nosso sangue é vermelhinho, nunca teve nada de azul. Algum tempo depois, Leite foi embora e em seu lugar eu levei para o "Solar" os parceiros José Carlos Duarte, (o Tenente Bunda), e o boliviano Roberto Uria Mendes, que logo apelidei de Pancho. O quarto era amplo, pode-se dizer uma suíte, pois cabiam três camas e tinha até banheiro interno, um privilégio. Quando regressei a Londrina em dezembro de 1967, assumiu om meu lugar na pensão o parceiro londrinense Pedro Afonso Scucuglia, o Pedrinho Cascuia. São Paulo para mim era outro mundo e já no dia de minha chegada em 1º de abril de 1965, dia do primeiro aniversáriop da famigerada "Redendentora" ,uma surpresa marcante: os meus companheiros de curso da ACM me levaram a assistir um espetáculo de patinação no gelo no Ginásio do Ibirapuera, a famosíssima companhia americana Holliday On Ice, o que me deixou extasiado. DUREZA E ALEGRIA O ano de 1965 revelou-se extremamente difícil. A Nestor Pestana, onde morei primeiro, é uma rua com não mais de 300 metros de extensão, onde havia de tudo, até com certa contradição. A rua começa na Consolação e segue em curva até o início da Augusta. No ponto central da curva estavaa localizadas, de um lado, a sede central da ACM de São Paulo, e no outro lado da rua, bem em frente, a Catedral Evangélica de São Paulo, da Igreja Presbiteriana Independente. Do mesmo lado da igreja, já no final da curva, a TV Excelsior Canal 9, em frente ao Restaurante Gigheto, um dos mais famosos de São Paulo. A Nestor Pestana possuía ainda edifícios residenciais, comerciais e mistos, um antiquário, uma lavanderia,m um pequeno bar/restaurante do português Moreira, boates e outros estabelecimentos interessantes. Assisti a construção e inicio de funcionamento do Restaurante Ediuardo's, ao lado da Catedral Evangélica e convivi durante as 24 horas do dia, por um ano inteiro, com a construção de um moderno edifício de garagens para automóveis, ao lado do prédio da ACM. No térreo deste edifício foi instalada a famosa boate Ton-Ton Macoute (nome da temida guarda pessoal do ditador Maurice Duvalier, o Papa Doc, do Haiti), tendo à frente verdadeiros "armários embutidos" como "leões de chácara". Nas noites de sextas-feiras, sábados e domingos , eu assistia,a babando, verdadeiros desfiles de carros importados, a maioria esportivos, sonhos de consumo como Ferrari, Porshe, Alpha Romeu, Lamborghini, Jaguar, Mustang, Camaro, até os imponentes Chevrolet Impala e por aí afora. O edifício-sede da ACM possui doze andares. Do sexto andar até o último funcionava a ala residencial, com pequenos quartos destinados a estudantes que moravam no interior. Por abrigar grande contingente de jovens geralmente rebeldes, que deixavam as casas de seus pais para estudar num grande centro, ali estava uma extraordinária concentração de problemas e aprontos, mas sobre isto falaremos oportunamente. Jovem Guarda e Vanguarda
Num dos meus primeiros fins de semana em São Paulo, levei um grande susto. Num domingo à tarde eu lavava e passava cuecas, meias, camisas e calças (o salário não me permitia o luxo de pagar lavagem de roupa), quando ouvi uma gritaria infernal na rua. Corri à janela para ver o que acontecia e lá estavam centenas de jovens cercando a Jovem Guarda que chegava à TV Excelsior para os programas das alegres tardes de domingo. A histeria tomava conta dos fãs que amarrotavam Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Vanderléia, Vanderlei Cardoso, Jerry Adriani, Ronnie Von, Os Incríveis e outros ídolos JG, quando desciam de seus carrões para entrar na TV. De meu quarto no 6º andar e posteriormente 9º , assisti a tudo isso com vontade de participar também, sem poder. Isto se repetiu todos os domingos, pelo tempo em que morei na Nestor Pestana. (CLIQUE AQUI).
Pouco tempo depois fui conhecer o Teatro de Arena, onde assisti a peça Arena Canta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música de Edu Lobo. E lá estava o mineirinho jacú do Norte do Paraná, em plena ditadura militar, vendo bem de pertinho alguns ícones do teatro brasileiro. O elenco de Arena Conta Zumbi era composto por Gianfrancesco Guarnieri (que muitos anos mais tarde tive a imensa alegria de receber em minha casa, aqui em Londrina), Lima Duarte, Marília Medalha, Dina Sfat, Antero de Oliveira, David José, Vanya Sant'Anna e Chant Dessian. Em 1967 assisti também a peça Arena Conta Tiradentes, também da dupla Boal e Guarnieri.
Volto para a Nestor Pestana e lá está o Bar do Moreira, que era também restaurante. A gente comia no balcão mesmo. O simpático português, "Seo" Moreira, matava nossa fome com o prato feito "Jesus me Chama", pendurando a conta para só receber no final do mês. Às quartas-feiras ele servia dobradinha e nesse dia era ali que o amigo Paulo "Goiaba" Tarcísio matava sua fome. Ele era louco por dobradinha.
Na Nestor Pestana havia a figura marcante do "Considerado", um corinthiano mulato de cabelos grisalhos, misto de andarilho e lavador de carros, que no alto de seu metro e oitenta e ar de impoluta dignidade, abordava as pessoas em françês com foz forte e rouca: "Comment allez vous, ô Considerado?" A mim dedicava tratamento especial quando nos encontrávamos: "Olá meu Considerado Sami Davis Júnior"!, pronunciando assim como escrevi. Ele me achava parecido com o cantos/ator Sammy Davids Jr.
O dia mais triste do Considerado foi quando o Santos sapecou 7 x 4 no Corinthians, no Pacaembu, com 4 gols de Coutinho e 3 de Pelé. Eu assistio a esse jogo, mas isto fica pra outro dia. Como se pode perceber, tenho guardado no meu baú grandes momentos vividos num tempo maravilhoso, que contarei aos poucos.
"Velhos tempos, Belos dias", sem dúvida!!!
1965 foi um ano de grandes experiências. Depois, deixei o quarto da ACM juntamente com meu parceiro corinthianoi Audorivaldo Leite para morar, por outros três meses, num "muquifo" localizado na famosa Rua Maria Antonia, em frente ao Mackenzie. Ali estava o olho da efervescência estudantil dos primeiros anos da ditadura militar (a Maria Antonia e a Consolação foram as últimas ruas por onde circulou o bonde em São Paulo). Dali guardo também poucas, mas boas recordações. Nos últimos dois anos morei na Pensão da Nanci, a Dona Nança, localizado no centro da esfuziante "Boca do Lixo", na Rua Barão de Limeira esquina com General Ozório. Ali sim, a jurupoca piou pra valer. O prédio era o já decadente Palacete Cesar Rudge, construido à época dos barões do café, com uma impressionante escadaria de mármore importado de Carrara, Itália, e lustres maravilhosos. Ficava próximo à famosa esquina da Ipiranga com a São João, cantada por Caetano Veloso. Na Pensão da Nança morei inicialmente com o parceiro Leite e batizamos nosso mocó de "Solar dos Justos", o que não fazia muito sentido, pois "solar" é residência de nobres e nosso sangue é vermelhinho, nunca teve nada de azul. Algum tempo depois, Leite foi embora e em seu lugar eu levei para o "Solar" os parceiros José Carlos Duarte, (o Tenente Bunda), e o boliviano Roberto Uria Mendes, que logo apelidei de Pancho. O quarto era amplo, pode-se dizer uma suíte, pois cabiam três camas e tinha até banheiro interno, um privilégio. Quando regressei a Londrina em dezembro de 1967, assumiu om meu lugar na pensão o parceiro londrinense Pedro Afonso Scucuglia, o Pedrinho Cascuia. São Paulo para mim era outro mundo e já no dia de minha chegada em 1º de abril de 1965, dia do primeiro aniversáriop da famigerada "Redendentora" ,uma surpresa marcante: os meus companheiros de curso da ACM me levaram a assistir um espetáculo de patinação no gelo no Ginásio do Ibirapuera, a famosíssima companhia americana Holliday On Ice, o que me deixou extasiado. DUREZA E ALEGRIA O ano de 1965 revelou-se extremamente difícil. A Nestor Pestana, onde morei primeiro, é uma rua com não mais de 300 metros de extensão, onde havia de tudo, até com certa contradição. A rua começa na Consolação e segue em curva até o início da Augusta. No ponto central da curva estavaa localizadas, de um lado, a sede central da ACM de São Paulo, e no outro lado da rua, bem em frente, a Catedral Evangélica de São Paulo, da Igreja Presbiteriana Independente. Do mesmo lado da igreja, já no final da curva, a TV Excelsior Canal 9, em frente ao Restaurante Gigheto, um dos mais famosos de São Paulo. A Nestor Pestana possuía ainda edifícios residenciais, comerciais e mistos, um antiquário, uma lavanderia,m um pequeno bar/restaurante do português Moreira, boates e outros estabelecimentos interessantes. Assisti a construção e inicio de funcionamento do Restaurante Ediuardo's, ao lado da Catedral Evangélica e convivi durante as 24 horas do dia, por um ano inteiro, com a construção de um moderno edifício de garagens para automóveis, ao lado do prédio da ACM. No térreo deste edifício foi instalada a famosa boate Ton-Ton Macoute (nome da temida guarda pessoal do ditador Maurice Duvalier, o Papa Doc, do Haiti), tendo à frente verdadeiros "armários embutidos" como "leões de chácara". Nas noites de sextas-feiras, sábados e domingos , eu assistia,a babando, verdadeiros desfiles de carros importados, a maioria esportivos, sonhos de consumo como Ferrari, Porshe, Alpha Romeu, Lamborghini, Jaguar, Mustang, Camaro, até os imponentes Chevrolet Impala e por aí afora. O edifício-sede da ACM possui doze andares. Do sexto andar até o último funcionava a ala residencial, com pequenos quartos destinados a estudantes que moravam no interior. Por abrigar grande contingente de jovens geralmente rebeldes, que deixavam as casas de seus pais para estudar num grande centro, ali estava uma extraordinária concentração de problemas e aprontos, mas sobre isto falaremos oportunamente. Jovem Guarda e Vanguarda
Num dos meus primeiros fins de semana em São Paulo, levei um grande susto. Num domingo à tarde eu lavava e passava cuecas, meias, camisas e calças (o salário não me permitia o luxo de pagar lavagem de roupa), quando ouvi uma gritaria infernal na rua. Corri à janela para ver o que acontecia e lá estavam centenas de jovens cercando a Jovem Guarda que chegava à TV Excelsior para os programas das alegres tardes de domingo. A histeria tomava conta dos fãs que amarrotavam Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Vanderléia, Vanderlei Cardoso, Jerry Adriani, Ronnie Von, Os Incríveis e outros ídolos JG, quando desciam de seus carrões para entrar na TV. De meu quarto no 6º andar e posteriormente 9º , assisti a tudo isso com vontade de participar também, sem poder. Isto se repetiu todos os domingos, pelo tempo em que morei na Nestor Pestana. (CLIQUE AQUI).
Pouco tempo depois fui conhecer o Teatro de Arena, onde assisti a peça Arena Canta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música de Edu Lobo. E lá estava o mineirinho jacú do Norte do Paraná, em plena ditadura militar, vendo bem de pertinho alguns ícones do teatro brasileiro. O elenco de Arena Conta Zumbi era composto por Gianfrancesco Guarnieri (que muitos anos mais tarde tive a imensa alegria de receber em minha casa, aqui em Londrina), Lima Duarte, Marília Medalha, Dina Sfat, Antero de Oliveira, David José, Vanya Sant'Anna e Chant Dessian. Em 1967 assisti também a peça Arena Conta Tiradentes, também da dupla Boal e Guarnieri.
Volto para a Nestor Pestana e lá está o Bar do Moreira, que era também restaurante. A gente comia no balcão mesmo. O simpático português, "Seo" Moreira, matava nossa fome com o prato feito "Jesus me Chama", pendurando a conta para só receber no final do mês. Às quartas-feiras ele servia dobradinha e nesse dia era ali que o amigo Paulo "Goiaba" Tarcísio matava sua fome. Ele era louco por dobradinha.
Na Nestor Pestana havia a figura marcante do "Considerado", um corinthiano mulato de cabelos grisalhos, misto de andarilho e lavador de carros, que no alto de seu metro e oitenta e ar de impoluta dignidade, abordava as pessoas em françês com foz forte e rouca: "Comment allez vous, ô Considerado?" A mim dedicava tratamento especial quando nos encontrávamos: "Olá meu Considerado Sami Davis Júnior"!, pronunciando assim como escrevi. Ele me achava parecido com o cantos/ator Sammy Davids Jr.
O dia mais triste do Considerado foi quando o Santos sapecou 7 x 4 no Corinthians, no Pacaembu, com 4 gols de Coutinho e 3 de Pelé. Eu assistio a esse jogo, mas isto fica pra outro dia. Como se pode perceber, tenho guardado no meu baú grandes momentos vividos num tempo maravilhoso, que contarei aos poucos.
"Velhos tempos, Belos dias", sem dúvida!!!
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