ALEGRIA E EMOÇÃO NA FESTA DOS BOLEIROS

“Tudo que é bom, dura pouco!”
Foi assim o II Encontro de Boleiros de Londrina na última quinta-feira. Uma repetição dos anos anteriores, com mais gente presente – perto de 300 participantes – e o tempero da alegria e da emoção do reencontro. Gente vinda de todo canto – Massami de SP, Ditinho de Curitiba, parceiros vindos do Mato Grosso, Santa Catarina, RS e por aí afora.

Miguel Ramos era o maestro, mais alegre que pinto no lixo, com a família toda trabalhando, a mulher Dagmar, os filhos Rafael e Felipe e Andréia, + primos, genro e agregados, todos cuidando da organização e do Departamento Hidráulico.

Luiz Petrin, com a competência de sempre, mandando e desmandando na churrasqueira e no Gastronômico. Na hora de servir o rango, mesmo com tanta gente nas filas, nada de atropelos, muita ordem e rapidez.

Lá no fundo alegrando o ambiente, a música do Amós ao violão e um parceiro novo que ele arrumou pra fazer o sertanejo, o Benedito – Dito para os chegados. No atabaque, Camargo mostrando que se no passado era bom de bola, agora é bom de Timba. Aí chegou o Pinheiro da Gaita e a coisa então ficou completa. Pra ajudar no vocal ainda tinha o Hermes, irmão do Amós, e o Paulinho com um novo Teclado de Sopro, porque afinal, carregar um piano não é fácil, né?

Este escriba, como sempre, fez as vezes de Mestre de Cerimônias. Depois da homenagem sempre carregada de emoção aos parceiros do andar de cima, quando li a oração de Santo Agostinho “A Morte não é nada”, Amós cantou a música Amigo, de Milton Nascimento e todos se deram as mãos para a oração do Pai Nosso. Daí para frente, comida, cerveja, música e descontração e muita prosa.

Tudo isso deixou no ar um clima de “quero mais” e a observação geral: “Este é um encontro para durar mais de cem anos”.
Quem estará lá para ver, hein?
Então, vamos ver algumas fotos que dizem mais que palavras:

Boa parte dos participantes do XII Encontro de Boleiros aparece na foto oficial.

Amós (Violão), Pinheiro (Gaita) e Camargo (Atabaque) bateram uma bola redondinha.


O Cuitelinho (Amós e Lélio)
"A tua saudade corta como um aço de navalha,
O coração fica aflito, bate uma, a outra falha,
Os olhos se enchem d'água, e até a vista se atrapalha"




O ponta direita é o Limpa-Trilho (Otavio Gianelli), o da direita é o Tesourinha (Arestides dos Santos. Somando com o resto do time, são mais de 1.000 horas só de minuto de seilêncio.


Conta a lenda que quando Noé foi fechar a arca depois de recolher o último animal, deu mais uma olhada no horizonte e lá estava o Tamarana. Noé então tertia gritado: "Corra Tamarana, entre na arca antes que comece o Dilúvio senão a Terra vai ficar sem futebol".

Uma vez craque, sempre craque.

Velos tempos, belos dias

Hoje vou abrir o baú do tempo e lembrar algumas coisas que vivi nos anos 60, os incríveis Anos Dourados tão bem retratados na música "Velhos Tempos, Belos Dias", que o parceiro pode ver e ouvir com Roberto Carlos e a turma da Jovem Guarda, dando um clique lá embaixo, conforme indicação. Guardo lembranças bem vivas do tempo em que morei em São Paulo de 1965 a 1967. Cheguei à Capital Paulista no dia 1º de abril de 1965, e voltei para Londrina no dia 23 de dezembro de 1967. Morei um ano na ACM - Associação Cristã de Moços, na Rua Nestor Pestana nº 147, onde trabalhei e fiz o curso de Executivo da ACM com três anos de duração, complementado em 1968 com um estágio prático em Belo Horizonte.
1965 foi um ano de grandes experiências. Depois, deixei o quarto da ACM juntamente com meu parceiro corinthianoi Audorivaldo Leite para morar, por outros três meses, num "muquifo" localizado na famosa Rua Maria Antonia, em frente ao Mackenzie. Ali estava o olho da efervescência estudantil dos primeiros anos da ditadura militar (a Maria Antonia e a Consolação foram as últimas ruas por onde circulou o bonde em São Paulo). Dali guardo também poucas, mas boas recordações. Nos últimos dois anos morei na Pensão da Nanci, a Dona Nança, localizado no centro da esfuziante "Boca do Lixo", na Rua Barão de Limeira esquina com General Ozório. Ali sim, a jurupoca piou pra valer. O prédio era o já decadente Palacete Cesar Rudge, construido à época dos barões do café, com uma impressionante escadaria de mármore importado de Carrara, Itália, e lustres maravilhosos. Ficava próximo à famosa esquina da Ipiranga com a São João, cantada por Caetano Veloso. Na Pensão da Nança morei inicialmente com o parceiro Leite e batizamos nosso mocó de "Solar dos Justos", o que não fazia muito sentido, pois "solar" é residência de nobres e nosso sangue é vermelhinho, nunca teve nada de azul. Algum tempo depois, Leite foi embora e em seu lugar eu levei para o "Solar" os parceiros José Carlos Duarte, (o Tenente Bunda), e o boliviano Roberto Uria Mendes, que logo apelidei de Pancho. O quarto era amplo, pode-se dizer uma suíte, pois cabiam três camas e tinha até banheiro interno, um privilégio. Quando regressei a Londrina em dezembro de 1967, assumiu om meu lugar na pensão o parceiro londrinense Pedro Afonso Scucuglia, o Pedrinho Cascuia. São Paulo para mim era outro mundo e já no dia de minha chegada em 1º de abril de 1965, dia do primeiro aniversáriop da famigerada "Redendentora" ,uma surpresa marcante: os meus companheiros de curso da ACM me levaram a assistir um espetáculo de patinação no gelo no Ginásio do Ibirapuera, a famosíssima companhia americana Holliday On Ice, o que me deixou extasiado. DUREZA E ALEGRIA O ano de 1965 revelou-se extremamente difícil. A Nestor Pestana, onde morei primeiro, é uma rua com não mais de 300 metros de extensão, onde havia de tudo, até com certa contradição. A rua começa na Consolação e segue em curva até o início da Augusta. No ponto central da curva estavaa localizadas, de um lado, a sede central da ACM de São Paulo, e no outro lado da rua, bem em frente, a Catedral Evangélica de São Paulo, da Igreja Presbiteriana Independente. Do mesmo lado da igreja, já no final da curva, a TV Excelsior Canal 9, em frente ao Restaurante Gigheto, um dos mais famosos de São Paulo. A Nestor Pestana possuía ainda edifícios residenciais, comerciais e mistos, um antiquário, uma lavanderia,m um pequeno bar/restaurante do português Moreira, boates e outros estabelecimentos interessantes. Assisti a construção e inicio de funcionamento do Restaurante Ediuardo's, ao lado da Catedral Evangélica e convivi durante as 24 horas do dia, por um ano inteiro, com a construção de um moderno edifício de garagens para automóveis, ao lado do prédio da ACM. No térreo deste edifício foi instalada a famosa boate Ton-Ton Macoute (nome da temida guarda pessoal do ditador Maurice Duvalier, o Papa Doc, do Haiti), tendo à frente verdadeiros "armários embutidos" como "leões de chácara". Nas noites de sextas-feiras, sábados e domingos , eu assistia,a babando, verdadeiros desfiles de carros importados, a maioria esportivos, sonhos de consumo como Ferrari, Porshe, Alpha Romeu, Lamborghini, Jaguar, Mustang, Camaro, até os imponentes Chevrolet Impala e por aí afora. O edifício-sede da ACM possui doze andares. Do sexto andar até o último funcionava a ala residencial, com pequenos quartos destinados a estudantes que moravam no interior. Por abrigar grande contingente de jovens geralmente rebeldes, que deixavam as casas de seus pais para estudar num grande centro, ali estava uma extraordinária concentração de problemas e aprontos, mas sobre isto falaremos oportunamente. Jovem Guarda e Vanguarda
Num dos meus primeiros fins de semana em São Paulo, levei um grande susto. Num domingo à tarde eu lavava e passava cuecas, meias, camisas e calças (o salário não me permitia o luxo de pagar lavagem de roupa), quando ouvi uma gritaria infernal na rua. Corri à janela para ver o que acontecia e lá estavam centenas de jovens cercando a Jovem Guarda que chegava à TV Excelsior para os programas das alegres tardes de domingo. A histeria tomava conta dos fãs que amarrotavam Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Vanderléia, Vanderlei Cardoso, Jerry Adriani, Ronnie Von, Os Incríveis e outros ídolos JG, quando desciam de seus carrões para entrar na TV. De meu quarto no 6º andar e posteriormente 9º , assisti a tudo isso com vontade de participar também, sem poder. Isto se repetiu todos os domingos, pelo tempo em que morei na Nestor Pestana. (CLIQUE AQUI).
Pouco tempo depois fui conhecer o Teatro de Arena, onde assisti a peça Arena Canta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música de Edu Lobo. E lá estava o mineirinho jacú do Norte do Paraná, em plena ditadura militar, vendo bem de pertinho alguns ícones do teatro brasileiro. O elenco de Arena Conta Zumbi era composto por Gianfrancesco Guarnieri (que muitos anos mais tarde tive a imensa alegria de receber em minha casa, aqui em Londrina), Lima Duarte, Marília Medalha, Dina Sfat, Antero de Oliveira, David José, Vanya Sant'Anna e Chant Dessian. Em 1967 assisti também a peça Arena Conta Tiradentes, também da dupla Boal e Guarnieri.
Volto para a Nestor Pestana e lá está o Bar do Moreira, que era também restaurante. A gente comia no balcão mesmo. O simpático português, "Seo" Moreira, matava nossa fome com o prato feito "Jesus me Chama", pendurando a conta para só receber no final do mês. Às quartas-feiras ele servia dobradinha e nesse dia era ali que o amigo Paulo "Goiaba" Tarcísio matava sua fome. Ele era louco por dobradinha.
Na Nestor Pestana havia a figura marcante do "Considerado", um corinthiano mulato de cabelos grisalhos, misto de andarilho e lavador de carros, que no alto de seu metro e oitenta e ar de impoluta dignidade, abordava as pessoas em françês com foz forte e rouca: "Comment allez vous, ô Considerado?" A mim dedicava tratamento especial quando nos encontrávamos: "Olá meu Considerado Sami Davis Júnior"!, pronunciando assim como escrevi. Ele me achava parecido com o cantos/ator Sammy Davids Jr.
O dia mais triste do Considerado foi quando o Santos sapecou 7 x 4 no Corinthians, no Pacaembu, com 4 gols de Coutinho e 3 de Pelé. Eu assistio a esse jogo, mas isto fica pra outro dia. Como se pode perceber, tenho guardado no meu baú grandes momentos vividos num tempo maravilhoso, que contarei aos poucos.
"Velhos tempos, Belos dias", sem dúvida!!!
DEVOLUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA
A Receita Federal publicou nesta sexta-feira, dia 02/04, no Diário Oficial da União o calendário de pagamento das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2008 (ano-base 2007).
Vamos ver as datas?
1º lote: 16 de junho; 2º lote: 15 de julho; 3º lote: 15 de agosto; 4º lote: 15 de setembro; 5º lote: 15 de outubro; 6º lote: 17 de novembro. 7º lote: 15 de dezembro.
Se o parceiro é idoso, ou seja, se já passou dos 60 anos de idade, é bem provável que receba sua devolução do primeiro lote. Isto, é claro, se sua devolução não for lá grandes coisas, porque na verdade, o Leão só devolve no primeiro lote pra quem tem merreca pra receber.
O prazo para entrega de declaração terminou às 20 horas do dia 30 de abril último, quarta-feira. Para quem não enviou as informações em tempo hábil, desde as 8 horas da manhã da última sexta feira, dia 2 de maio, este procedimento ainda pode ser feito. Mas você sabe, parceiro, que a Receita Federal não dá ponto sem nó e não dá nada de graça. Se você não obedeceu ao prazo, se lascou, porque de cara começa pagando uma multa mínima (preste bem atenção, MÍNIMA) de R$ 165,75, o que não é brincadeira não. E o que é pior: esta multa pode chegar até ao máximo de 20% do valor de imposto devido. Outro detalhe importante: quem não entregou a declaração dentro do prazo vai se ferrar mais um pouco, porque quem tem imposto a pagar, já deveria ter pago a primeira quota ou o valor total de imposto devido.Ou seja, quem entregou a declaração atrasada também vai pagar as quotas retroativas, arcando com os respectivos juros e correção monetária.
Não é à toa que quando chega a época de declarar Imposto de Renda, o brasileiro passa conviver com muitas ameaças e conselhos do tipo: Imposto de Renda: época de enfrentar o Leão e se indignar! Veja os pontos onde o Leão pega! O Leão está cada vez mais feroz! O Leão está solto. Cuidado! O Leão vai te comer por uma perna! Como alimentar o Leão sem ser depenado! Planos para domar o Leão do IR! Como derrotar o Leão do IR! O Leão mordeu demais! A mordida do Leão doeu!
E a mais realista de todas:
NÃO SENTA, QUE O LEÃO DO IMPOSTO DE RENDA NÃO É MANSO!