Alô, parceiros.Diz a sabedoria popular que “burro velho não pega trote”.Este ditado é usado pejorativamente para justificar as dificuldades que têm os chamados “velhos” em “pegar” coisas novas. Como, por exemplo, aprender a dirigir carros ou pilotar esta máquina chamada computador (se Ponte Preta vivo fosse, também a chamaria de “máquina de fazer doido”).Acredito nisso, mas parcialmente. Hoje a expectativa de vida mudou muito e mudou para maior e melhor, a busca pela qualidade de vida também mudou e assim o dito não pode ser aplicado a todos os velhotes que andam por aí. Parceiro, se você botar reparo, vai ver um montão de cabeças brancas botando pra quebrar aqui, ali e acolá. Fica então o dito pelo não dito.Claro, existem muitos que já entregaram a rapadura há muito tempo. A síndrome da aposentadoria não é fácil não, mata muita gente antes do tempo. Se neguinho não preparar a cabeça para entender que aposentadoria não é invalidez, quando chegar o momento ele se entrega mesmo. Relaxa, corta a barba só de vez em quando, veste uma bermuda, camisa fora dela, calça um chinelo ou sandália e sai andando ao léu, feito autômato, boca aberta pegando mosca, ombros caídos, como se nada mais importasse. E fica torcendo pro mundo acabar em barranco pra morrer encostado. Coitados, já morreram e não sabem disso.Por outro lado, basta dar uma olhada nos pontos de caminhada, beira de lagos, praças públicas e até ruas mais tranqüilas para ver o outro lado da moeda. Tem velhote por aí com mais de 80 anos correndo dez, quinze ou vinte quilômetros por dia, ou nadando de quinhentos a três mil metros diariamente, fazendo inveja a muitos jovenzinhos que pensam que a vida é só badalação.Para não ir muito longe e cansar sua paciência, dou só um exemplo: Roberto Marinho começou a montar o hoje império da Rede Globo depois de passar dos 60 anos, numa época em que neguinho com 60 anos era velho mesmo. Nem é preciso citar agora grandes vultos da humanidade que fizeram descobertas, inventaram coisas novas, dirigiram nações ou produziram filhos às pencas, depois dos 60 anos de idade.Todo esse lero-lero aí em cima tem por objetivo justificar o ato de coragem (ou sandice) que estou começando a cometer hoje: aos 65 anos vírgula 10 meses de idade estou botando no ar, ou seja, na Internet, o meu blog, onde pretendo contar “causos”, escrever crônicas e mensagens, piadas, enfim, mostrar o lado gostoso da vida. E até falar sério!Quer o parceiro saber a verdade verdadeira? Se eu não fizer isto, entro em parafuso rapidinho e explico por que: no dia 31 de dezembro último, faltando 15 minutos para a entrada de 2008, já com o champanhe pronto pra estourar, dei uma travada geral que me botou numa ambulância e me levou a um recesso de três dias no hospital. Eu estava com uma vértebra lombar quebrada. Nunca senti dor igual, ela marejava pelos poros em forma de suor, suor às bicas. Mas isto faz parte da vida, a gente leva e leva bem. O pior veio depois, quando meu médico e amigo Carlos Boer, um neuro de mão cheia, deu o veredicto: “A partir de agora, parceiro, respeite sua idade. Nada de ir para o quintal fazer traquinagens, nem carregar peso. Dê um jeito de emagrecer, faça fisioterapia e aprenda a lidar com esta limitação, senão a conseqüência poderá ser trágica”.Pronto: como é que vou controlar aquele bicho carpinteiro que não me dá sossego e me agita desde que era mininim piquininin lá em Minas Gerais? Só tem um jeito: vou pro computador, vou curtir muita música, vou escrever.E quem vai pagar o pato?Ah, parceiro velho de guerra, só pode ser você, né? Assim, de tempos em tempos você vai receber umas coisas esquisitas para ler. Claro, se quiser, não é? Porque se não quiser perder tempo com minha lenga-lenga é só avisar, gritar, protestar e espernear, que tiro seu nome da lista. Só não vale xingar, porque respeito é bom, eu gosto e ele não prejudica a saúde. E nem os dentes,Então, fica assim, né parceiro?Bom proveito! FALANDO SÉRIO
Alô, parceiros.Diz a sabedoria popular que “burro velho não pega trote”.Este ditado é usado pejorativamente para justificar as dificuldades que têm os chamados “velhos” em “pegar” coisas novas. Como, por exemplo, aprender a dirigir carros ou pilotar esta máquina chamada computador (se Ponte Preta vivo fosse, também a chamaria de “máquina de fazer doido”).Acredito nisso, mas parcialmente. Hoje a expectativa de vida mudou muito e mudou para maior e melhor, a busca pela qualidade de vida também mudou e assim o dito não pode ser aplicado a todos os velhotes que andam por aí. Parceiro, se você botar reparo, vai ver um montão de cabeças brancas botando pra quebrar aqui, ali e acolá. Fica então o dito pelo não dito.Claro, existem muitos que já entregaram a rapadura há muito tempo. A síndrome da aposentadoria não é fácil não, mata muita gente antes do tempo. Se neguinho não preparar a cabeça para entender que aposentadoria não é invalidez, quando chegar o momento ele se entrega mesmo. Relaxa, corta a barba só de vez em quando, veste uma bermuda, camisa fora dela, calça um chinelo ou sandália e sai andando ao léu, feito autômato, boca aberta pegando mosca, ombros caídos, como se nada mais importasse. E fica torcendo pro mundo acabar em barranco pra morrer encostado. Coitados, já morreram e não sabem disso.Por outro lado, basta dar uma olhada nos pontos de caminhada, beira de lagos, praças públicas e até ruas mais tranqüilas para ver o outro lado da moeda. Tem velhote por aí com mais de 80 anos correndo dez, quinze ou vinte quilômetros por dia, ou nadando de quinhentos a três mil metros diariamente, fazendo inveja a muitos jovenzinhos que pensam que a vida é só badalação.Para não ir muito longe e cansar sua paciência, dou só um exemplo: Roberto Marinho começou a montar o hoje império da Rede Globo depois de passar dos 60 anos, numa época em que neguinho com 60 anos era velho mesmo. Nem é preciso citar agora grandes vultos da humanidade que fizeram descobertas, inventaram coisas novas, dirigiram nações ou produziram filhos às pencas, depois dos 60 anos de idade.Todo esse lero-lero aí em cima tem por objetivo justificar o ato de coragem (ou sandice) que estou começando a cometer hoje: aos 65 anos vírgula 10 meses de idade estou botando no ar, ou seja, na Internet, o meu blog, onde pretendo contar “causos”, escrever crônicas e mensagens, piadas, enfim, mostrar o lado gostoso da vida. E até falar sério!Quer o parceiro saber a verdade verdadeira? Se eu não fizer isto, entro em parafuso rapidinho e explico por que: no dia 31 de dezembro último, faltando 15 minutos para a entrada de 2008, já com o champanhe pronto pra estourar, dei uma travada geral que me botou numa ambulância e me levou a um recesso de três dias no hospital. Eu estava com uma vértebra lombar quebrada. Nunca senti dor igual, ela marejava pelos poros em forma de suor, suor às bicas. Mas isto faz parte da vida, a gente leva e leva bem. O pior veio depois, quando meu médico e amigo Carlos Boer, um neuro de mão cheia, deu o veredicto: “A partir de agora, parceiro, respeite sua idade. Nada de ir para o quintal fazer traquinagens, nem carregar peso. Dê um jeito de emagrecer, faça fisioterapia e aprenda a lidar com esta limitação, senão a conseqüência poderá ser trágica”.Pronto: como é que vou controlar aquele bicho carpinteiro que não me dá sossego e me agita desde que era mininim piquininin lá em Minas Gerais? Só tem um jeito: vou pro computador, vou curtir muita música, vou escrever.E quem vai pagar o pato?Ah, parceiro velho de guerra, só pode ser você, né? Assim, de tempos em tempos você vai receber umas coisas esquisitas para ler. Claro, se quiser, não é? Porque se não quiser perder tempo com minha lenga-lenga é só avisar, gritar, protestar e espernear, que tiro seu nome da lista. Só não vale xingar, porque respeito é bom, eu gosto e ele não prejudica a saúde. E nem os dentes,Então, fica assim, né parceiro?Bom proveito!
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